terça-feira, 3 de setembro de 2013
O PREÇO
Entrei em um espelho
Não sai de lá nunca mais
Observei gente inútil
Entediante coisa fútil
Precipitado no além
Vendo respostas sem ninguém
Em um branco sem fim
Desespero alienado
Conformidade calado
Entretanto pra que rimar?
Quem me via?
Não se enxerga o invisível
Não se descobre o anonimato
Não se entrega o amado
Eu vi ali, respostas
Eu fiz ali, perguntas
Para toda resposta há outras perguntas
Eu fugi, fugi, fugi
Quando me dei conta acordei de tudo
Percebi que tudo era um sonho
Era um quadrado na minha cabeça
Era uma cabeça em um quadrado
Ela não abria
Era uma caixa lacrada
E então descobri que com o sonho
Em um sonho nada estava
Estava em um pesadelo sem volta
Estava na minha morte
Arrependido
Tentando colocar na cabeça
Que esse é o preço que se paga
por não viver!
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